pets idosos

Uma nova pesquisa da Cobasi revela que quase metade dos cães idosos no Brasil convive com doenças crônicas, enquanto 34% dos gatos na terceira idade enfrentam problemas de saúde contínuos. O estudo, “Hábitos de cuidados com pets idosos”, entrevistou 527 tutores e traz dados que vão desde diagnósticos médicos até transformações comportamentais e adaptações no lar.

Principais problemas de saúde e a importância do diagnóstico precoce

Para os cães, artrite e artrose lideram o ranking, afetando 19% dos animais, seguidos por problemas cardíacos (17%) e neoplasias (9%). Alterações oculares, dentárias e inflamação intestinal também aparecem na lista, enquanto a doença renal ocupa 5% dos casos. Nos gatos, a doença renal é a mais recorrente, representando 44% dos diagnósticos, seguida por inflamação intestinal (19%) e artrite (9%).

Surpreendentemente, 63% dos diagnósticos em ambos os grupos surgem apenas após a manifestação de sintomas. Apenas 34% dos cães e 38% dos gatos tiveram doenças identificadas por exames preventivos. “Isso reforça a importância do acompanhamento veterinário regular na fase sênior”, destaca Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi.

Além do tratamento, a geriatria veterinária foca no controle de processos degenerativos e na redução do risco de descompensações clínicas, garantindo mais estabilidade e conforto ao animal. Cerca de 49% dos cães idosos utilizam medicação contínua ou suplementação, enquanto 32% dos gatos seguem regime semelhante.

Comportamento, alimentação e adaptações no ambiente doméstico

O envelhecimento traz mudanças perceptíveis: 73% dos tutores de cães e 71% dos responsáveis por gatos notam redução de energia, alterações no padrão de sono e maior dependência do tutor. Esses sinais exigem ajustes na rotina para preservar conforto, segurança e qualidade de vida.

Em relação à nutrição, apenas 52% dos tutores de cães e 46% dos responsáveis por gatos optam por ração específica para pets idosos. “As formulações sêniores são desenvolvidas com densidade energética ajustada, proteínas de alta digestibilidade e nutrientes funcionais como ômega‑3, antioxidantes e condroprotetores”, explica Bochi. O objetivo não é apenas reduzir calorias, mas oferecer um perfil nutricional adequado às necessidades da fase.

Em termos de ambiente, 34% dos tutores de cães e 19% de gatos realizaram adaptações estruturais para facilitar a mobilidade e reduzir riscos de acidentes. Pequenas mudanças, como evitar pisos escorregadios e limitar o acesso a locais altos, podem fazer diferença significativa na prevenção de dores e lesões.

Preparação emocional: o lado humano do envelhecimento pet

O estudo destaca que apenas 25,4% dos entrevistados se consideram emocionalmente preparados para a fase sênior do animal. 49,1% estão parcialmente prontos, enquanto 25,4% reconhecem não estar psicologicamente preparados para lidar com o avanço da idade dos pets.

“Sabemos que essa é uma fase delicada, que envolve apego, medo da perda e mudanças na dinâmica familiar. Falar sobre envelhecimento de forma aberta e responsável ajuda a fortalecer vínculos e permite que o tutor ofereça mais qualidade de vida ao seu companheiro”, conclui Bochi.

Em suma, a pesquisa da Cobasi oferece um panorama completo dos desafios enfrentados pelos pets idosos e dos cuidados necessários para garantir uma vida longa, saudável e feliz. A conscientização sobre doenças crônicas, a atenção ao comportamento e a preparação emocional são pilares fundamentais para quem deseja acompanhar seu animal de estimação na melhor fase da vida.