Estudo nos EUA detecta microplásticos em tecidos reprodutivos de 71% dos gatos analisados

A poluição invisível gerada pelo descarte e uso de materiais sintéticos alcançou os animais de estimação. Uma investigação científica realizada nos Estados Unidos revelou que 71% dos gatos analisados apresentavam partículas de microplásticos alojadas em seus tecidos reprodutivos.

Contaminação pelo ar doméstico

Diferente do que muitos imaginavam, a ingestão direta de resíduos não é o único canal de contaminação. Os pesquisadores apontaram que o ambiente doméstico e a poeira presente no ar de interiores atuam como as vias centrais pelas quais os felinos entram em contato com essas partículas.

Ao se lamberem durante a higienização diária ou simplesmente ao respirarem em recintos fechados, os bichos acabam absorvendo fragmentos de tecidos sintéticos, carpetes e outros itens plásticos comuns no cotidiano residencial.

Presença em órgãos vitais da reprodução

Os testes laboratoriais constataram que os poluentes conseguem ultrapassar barreiras biológicas e se fixar em órgãos cruciais para a fertilidade. Foram encontradas micropartículas e fibras sintéticas em:

  • Úteros
  • Ovários
  • Testículos

A detecção generalizada desses fragmentos nos órgãos sexuais dos felinos acende um alerta sobre o nível de saturação de polímeros nos lares e reforça a necessidade de compreender os impactos a longo prazo dessas partículas na saúde reprodutiva tanto dos animais quanto dos seres humanos que dividem o mesmo espaço.

Fonte: Cães e Gatos