Estudo detecta em cães e gatos protozoário comum na cavidade oral humana

Um levantamento científico realizado na Polônia revelou que animais de estimação podem abrigar em suas bocas microrganismos de potencial zoonótico normalmente associados aos seres humanos. A constatação alerta para a circulação compartilhada de agentes infecciosos entre tutores e seus bichos de companhia no ambiente doméstico.

Fatores que ampliam a proliferação do microrganismo

A investigação apontou que a vulnerabilidade dos pets a esse protozoário não ocorre de maneira uniforme. No caso dos cachorros, foi observada uma correlação direta entre o desenvolvimento da colônia microbiana e o envelhecimento dos animais, período em que a resposta imune tende a declinar.

Além da idade, o acúmulo de cálculo dentário — conhecido popularmente como tártaro — atua como um facilitador determinante. O depósito de placas bacterianas endurecidas nas superfícies dos dentes caninos cria o ambiente ideal para que esses parasitas orais consigam se fixar e proliferar.

Atenção à saúde bucal e ao convívio diário

A identificação do protozoário na cavidade oral de cães e gatos ressalta a necessidade de manter a higiene odontológica dos pets em dia. O acompanhamento veterinário periódico e a escovação dental ajudam a controlar tanto o avanço do tártaro quanto o risco de transmissão de agentes biológicos entre animais e pessoas.

Fonte: Cães e Gatos